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sábado, 21 de abril de 2018
Polícia

Fã da polícia é preso com artefatos e anotações no CDHU

13 Fev 2008 - 01h10Por Redação São Carlos Agora
O ex-vigilante F. A.P., 30 anos, que disse ser um fã da polícia, foi preso na noite de terça-feira (12), em São Carlos, com uma série de artefatos de uso restrito das forças de segurança como colete à prova de balas, munições, algemas, cinturão da Polícia Militar e anotações com os códigos de freqüência de 22 locais, entre eles, de bases de policias e bombeiros de várias cidades do interior de São Paulo. De acordo com a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), havia uma denúncia de que o ex-vigilante teria ligações com o tráfico de drogas. No apartamento dele, que fica em um prédio de conjuntos habitacionais CDHU, nenhum tipo de droga foi encontrada. Por outro lado, dentro de uma bolsa guardada no quarto, os policiais acharam várias munições calibre 38 e uma de fuzil. Com a alegação que usava o material quando era vigilante, F.A.P. mantinha em casa colete, algemas, tonfa que é uma espécie de cacetete, gorro e um cinturão exclusivo da PM. A venda desse tipo de material é proibida no Estado. Outras duas coisas chamaram a atenção dos policiais civis. Ele tinha um rádio comunicador com algumas freqüências que o permitia ouvir a comunicação da PM e Civil. Mas já se preparava para aumentar o leque. Em um caderno apreendido havia os códigos da PM, Polícia Rodoviária, Bombeiros, Guarda Municipal, Defesa Civil e órgãos de fiscalização municipal de trânsito da cidade. Ele também pretendia ouvir a comunicação interna de uma empresa de segurança, de um condomínio de luxo e até de uma rede de televisão, filiada a TV Bandeirantes. Segundo a lista, as freqüências o permitiriam escutar a conversa de uma concessionária de rodovia e das bases da PM e Bombeiros de Araraquara, Ribeirão Bonito, Americana, Campinas e Limeira. O ex-vigilante explicou aos policiais somente a origem de um chaveiro com o seu nome que teria ganhado de um amigo policial. Ele negou usar a comunicação para o favorecimento de crimes. Ele afirmou não ser bandido e apenas gostar da área de segurança. Independente disso, ele foi detido e encaminhado à cadeia por posse de munição e violação de telecomunicações.

Cláudio Dias
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