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domingo, 18 de novembro de 2018
Polícia

Ex-marido manda matar adolescente de 17 anos e joga o corpo em represa

21 Jan 2008 - 17h55Por Redação São Carlos Agora
Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Araraquara prenderam quatro homens, entre eles, o ex-marido da vítima e dois adolescentes, acusados de matar com três tiros a balconista Isabela Pâmela Rodrigues, de 17 anos, na noite da última sexta-feira. Um menor de 16 anos foi contratado para disparar os tiros. A jovem foi amarrada com arame e blocos de concreto para afundar dentro de uma represa na Chácara Flora. O crime foi esclarecido quando o ex-marido foi chamado para prestar esclarecimentos na delegacia, após a família registrar o desaparecimento de Isabela. A operação de caça aos criminosos durou boa parte do domingo.Um investigador da equipe de homicídios desconfiou da versão do ex-marido L.S., 21, que presta serviços de limpeza pela Prefeitura. Depois de algumas horas de interrogatório, ele confessou o crime. Aos policiais, ele disse ter pego a balconista na saída da padaria e a levou até a represa. Lá, simularam que o carro quebrou e, ao saírem do veículo, um Passat, um adolescente de 16 anos sacou um revólver e atirou. Ainda na madrugada de domingo, houve uma tentativa de busca pelo corpo, mas a escuridão impediu o resgate.Ao amanhecer, segundo o delegado Jesus Nazaré Romão, titular da Divisão de Investigações Gerais (DIG), o ex-companheiro levou os policiais até a represa na Chácara Flora. O corpo de Isabela estava submerso. “Ela foi amarrada com arame e três blocos de concreto para não boiar”, diz o delegado, lembrando que a balconista levou três tiros, sendo dois na região da barriga e outro no pescoço. O ex-marido confirmou que cometeu o crime por ciúmes. No entanto, a polícia apura uma outra versão de que ele temia ser delatado pela ex por se envolver em um assalto.Depois de matar a garota, o ex-marido acompanhado de um adolescente de 17 anos e o desempregado M.A.Q., 22, enrolaram Isabela com arame e em três blocos de concreto e a jogaram na água. “Eu fui levado ela o mais fundo que consegui”, afirma o ex-marido. A prisão dos envolvidos deu trabalho aos policiais. O ex-marido entregou a participação do adolescente de 16 anos que só foi detido depois de horas. Ele estava escondido na casa de parentes no Parque São Paulo.Detido, o jovem chegou a mentir o nome e negou envolvimento no crime. Pressionado, abriu o jogo, entregou a arma que estava escondida no telhado da sua casa do Jardim Maria Luiza e contou detalhes do caso. “Eu dei quatro tiros, mas um falhou. Ai atirei de novo”, declarou o jovem com frieza. Os outros dois foram detidos no meio de uma rua no Jardim Águas do Paiol enquanto conversavam. Eles acabaram algemados no chão. Ambos confessaram participação na ocultação do corpo. Casal tinha uma filha pequenaAlguns tios da balconista, que preferiram não se identificar, disseram que os dois se conheceram há pouco mais de dois anos e chegaram a morar junto. "Eles brigavam muito e ele também batia nela", conta um parente. O casal tem uma filha de um ano. No enterro, amigos e familiares estavam desesperados com o crime bárbaro. Por outro lado, na delegacia, o ex-marido se mostrava tranqüilo e contava aos policiais detalhes do assassinato. Ao lembrar da ocultação do corpo ele lembrou que foi deixando a jovem na água e viu ela afundar bem devagar.Adolescente matou a troca de arma enferrujadaUm adolescente de 16 anos confessou ter sido contratado pelo ex-companheiro da jovem para matá-la na última sexta-feira. Como pagamento pelo crime cometido ele ficaria com a arma usada no assassinato, um revólver calibre 32, enferrujado. Ele foi preso no Parque São Paulo e a arma foi apreendida pela polícia na casa dele no Jardim Maria Luiza.Extremamente frio, o adolescente não conhecia a balconista de 17 anos, mas, não se importou em matá-la, ao saber que ganharia o revólver caso cometesse crime. "Eu dei quatro tiros. Um falhou e os outros três acertaram ela", disse o menor de idade, em depoimento à polícia. Foi ele, inclusive, que entregou os outros acusados.O adolescente de 16 anos que atirou contra a balconista saiu da Fundação Casa, ex-Febem, de Araraquara, no ano passado, depois de cumprir três meses de internação por assalto a mão armada. Ele pretendia usar o revólver para voltar a roubar.Cláudio Dias/Tribuna Impressa
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