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sábado, 20 de outubro de 2018
Polícia

Estudante atropelada e arrastada em Araraquara sai do coma induzido

13 Out 2008 - 12h05Por Redação São Carlos Agora
Colaboração Cláudio Dias

Após 18 dias, a estudante universitária Flaviana Barbosa, 27, saiu do coma induzido. Ela estava internada em uma ala especial para queimados em Ribeirão Preto. Segundo familiares da moça, ela apresenta uma recuperação muito boa e sem seqüelas neurológicas, inclusive já movimenta alguns membros.

“Estávamos esperando por isso e, ontem (domingo), quando chegamos no hospital para visitá-la ela tinha saído do coma induzido. É uma benção”, diz a mãe de Flaviana, a dona-de-casa Elza Barbosa. Mais animada com a recuperação da filha, Elza conta que a estudante reconhece todos os parentes e só não fala por estar com a garganta obstruída. A jovem passou por uma traqueostomia, que é uma abertura cirúrgica feita pelo pescoço até a traquéia. Normalmente coloca-se um tubo para permitir a passagem de ar e a remoção de secreções do pulmão.

A jovem foi transferida para o Hospital São Paulo, em Ribeirão Preto, na semana passada. Segundo a mãe, o tratamento na câmara hiperbárica foi intensificado e a filha passará de uma seção por dia para duas. Trata-se de um método terapêutico de ordem médica, no qual o paciente é submetido a uma pressão maior que a atmosférica, no interior de uma câmara hiperbárica, respirando oxigênio a 100%.

Flaviana também fez três cirurgias para retirada de tecidos mortos. “Tem um cirurgião plástico acompanhando ela para ver quando será possível operar”, conta a mãe. Flaviana teve lesões no peito, rosto e membros do lado esquerdo. Ela permanece internada desde o dia 26 de setembro quando foi atropelada e arrastada por 900 metros ao ser derrubada da moto junto com o noivo na Avenida Manoel de Abreu, estrada que liga Araraquara a Américo Brasiliense.

Admilson Alves de Oliveira, 26, acusado de arrastar a garota, continua preso na ala de provisórios da Penitenciária de Araraquara. No dia do acidente, a polícia o culpou por dirigir embriagado. O pintor negou e o lado clínico ainda não saiu. O rapaz nega ter visto a jovem presa embaixo do carro e, por isso, não parou o carro e a arrastou.
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