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quinta, 13 de dezembro de 2018
Polícia

DIG conclui investigações sobre execução de pedreiro no “paredão” do Gonzaga

05 Jun 2014 - 10h43
Equipe do delegado Gilberto de Aquino esclarece mais um caso de homicídio em São Carlos. - Equipe do delegado Gilberto de Aquino esclarece mais um caso de homicídio em São Carlos. -

No final da tarde de quarta-feira (4), o delegado Gilberto de Aquino da delegacia de Investigações Gerais (DIG) concluiu as investigações sobre a execução do pedreiro Tiago Medina Braga, 30, que residia na região de Vila Prado e acabou sendo atraído para uma mata conhecida por "Paredão", localizada atrás do ginásio de esportes José Favoretto no Jardim Pacaembu, região sul de São Carlos. Lá ele foi cobrado por um traficante sobre uma droga desaparecida no interior do Jardim Gonzaga e a mando dele outros seis integrantes de uma quadrilha que realizavam furtos, roubos e se viciavam diariamente na região de uma mata conhecida por "Paredão do Gonzaga" espancaram Tiago e o executaram friamente na manhã do dia 22 de janeiro.

CORPO

O delegado Gilberto de Aquino disse que a lei do silencio tentou, mas, não conseguiu impedir o trabalho de seus investigadores no interior do Gonzaga e em suas imediações. Ele disse que na manhã do dia 22 de Janeiro, por volta das 10h30, acompanhado de seus investigadores também esteve nos fundos do ginásio de esportes José Favoretto, localizado na rua Bahia, no Jardim Pacaembu, local que popularmente é conhecido por "Paredão do Gonzaga", onde foi encontrado o corpo de Tiago que estava parcialmente enrolado em um plástico preto, cobrindo inclusive sua cabeça que estaria com outro saco plástico preto que foi usado para torturá-lo antes de ser executado com um tiro também na cabeça. O titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) relatou que a partir do trabalho pericial e da necropsia no corpo colocou toda sua equipe a campo e o caso passou a ser investigado sob sigilo, pois os policiais civis já no início perceberam que a lei do silencio atrapalhava os trabalhos e muitas pessoas não queria comentar sobre o crime com medo de ser a próxima vítima.

COBRANÇA

Passados cinco meses de investigações o delegado Gilberto de Aquino após receber relatórios de seus policiais passou a ouvir cada uma das pessoas apontadas com participantes de um ritual macabro que terminou com a cobrança de drogas desaparecidas do traficante Evelin Rogério Alves da Silva, 28, o "Gerão" que teria determinado a execução do pedreiro.

Na noite do dia 21 de janeiro Tiago foi atraído para a mata na região do ginásio de esportes onde foi cobrado por "Gerão" sobre a droga que teria abandonado no Gonzaga, durante uma abordagem da Polícia Militar no dia anterior, cujo entorpecente foi passado sem custo a vários viciados do bairro que consumiram toda droga e posteriormente descobriram que seria do traficante que comandava parte de "biqueiras" (pontos de drogas) do Jardim Gonzaga.

"PAU NO GATO"

Em meio às cobranças, "Gerão" que se fazia acompanhar por viciados e marginais do bairro gritou "pau no gato" e neste instante Alexandre Aparecido Demédio, 30, o "Zequinha", Bruno Henrique Buchiwieser, 25, o "Bruno Alemão",  Bruno Willian Pereira, 25, o "Descalvado", Michel Ulisses Celestino, 27, o "Michel", Michel Aparecido Demédio, 29, o "Macalé e Gabriel Diogo Ferreira Albano, 31, o "Biel", passaram a agredir violentamente Tiago que recebeu socos, chutes e posteriormente foi enrolado em um lençol e um saco preto e depois "Macalé" desferiu duas pauladas em sua cabeça que o deixaram atordoado.

TORTURA E EXECUÇÃO 

Na seqüência "Biel", apanhou um saco plástico também preto e colocou na cabeça de Tiago, que teria sido asfixiado até confessar o furto da droga e desfalecer. Após a tortura "Biel" enrolou Tiago em outro lençol e o mesmo foi arrastado para uma mata trás do ginásio de esportes, onde "Gerão" após sacar de uma arma de fogo entregou a mesma a "Biel" que executou o pedreiro com um único tiro na cabeça. Pela manhã do dia 22 uma pessoa vendo o pacote se aproximou e percebeu que ali estaria uma pessoa e chamou a polícia.

O delegado Gilberto de Aquino disse que a família de Tiago, foi ouvida e sua mãe disse que estaria tentando internar o filho em uma clínica para dependentes químicos e já estaria com uma carta fornecida pela Justiça Criminal, porém não teve tempo de livrá-lo da morte. Aquino disse que os sete homens foram indiciados pelo crime de homicídio doloso duplamente qualificado e tiveram suas prisões temporárias decretadas pela 3ª vara Criminal de São Carlos e dois deles já foram encaminhados ao Anexo de Detenção Provisória (ADP) de Araraquara e outros cinco estão recolhidos no Centro de Triagem (CT) de São Carlos e na manhã desta quinta-feira (4) o delegado encaminhou ao Juiz André Luiz de Macedo todo inquérito policial finalizado e com pedido de prisão preventiva dos sete homens que devem permanecer presos até o julgamento e apreciação da Justiça Criminal. Finalizando os trabalhos o delegado disse que a DIG realizou uma pequena limpeza no Jardim Gonzaga, pois todos os sete envolvidos no bárbaro crime já possuem passagens pelos crimes de furtos, roubos, tráfico de drogas entre outros.

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