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sexta, 19 de outubro de 2018
Polícia

Adolescente de Araraquara morre após passar mal no NAI

10 Abr 2014 - 00h01
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A Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente (CASA) e a Polícia Civil, além da Polícia Militar e Ministério devem apurar as circunstâncias da morte do adolescente araraquarense Jhonatan de Castro Alves de 17 anos, que morreu antes mesmo de dar entrada na emergência do Serviço Médico de Urgência (SMU) da Santa Casa de Misericórdia de São Carlos. O caso foi registrado pelo 3º Distrito Policial como morte suspeita. O corpo do jovem foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO) do Hospital Estadual de Américo Brasilense (HEAB), para a expedição de laudo com a real causa da morte, cujo documento que será ser entregue às autoridades policiais em 30 dias e será fixado no Inquérito Policial.

Devido a uma informação da Fundação CASA, a Polícia Militar em Araraquara deverá instaurar uma sindicância administrativa para apurar a apreensão do menor que foi encaminhado a um Distrito Policial de Araraquara por tráfico de drogas.

ARARAQUARA

De acordo com as informações obtidas pela reportagem, na última terça-feira, por volta das 13 horas, policiais militares teriam apreendido o adolescente no interior de sua residência localizada nno Jardim Ieda em Araraquara, sob a acusação da prática de ato infracional de roubo e tráfico de entorpecentes. Ele teria reagido à prisão e os policiais precisaram usar de força física para algemá-lo e com isto o mesmo teria ficado ferido. Desta forma o menor foi encaminhado para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) central de Araraquara, onde permaneceu até às 16 horas quando foi levado ao distrito policial e posteriormente foi apreendido. O garoto ainda foi ao Instituto Médico Legal (IML), onde foi submetido a exame de corpo de delito que não constatou lesões superficiais.

SÃO CARLOS

Após exames o menor foi encaminhado ao Núcleo de Atendimento Integrado (NAI) de São Carlos, onde deu entrada por volta das 17 horas.  Ele foi ouvido por e reclamou de dores abdominais e afirmava que havia sido espancado por um dos policiais no interior de sua residência. Naquela tarde foi custodiado para aguardar as providências da Vara da Infância e Juventude de Araraquara.

DORES

No final da manhã de quarta-feira Jhonatan, teria novamente dito que não suportava dores e comentava sobre as agressões sofridas em Araraquara.

MORTE

Já por volta das 14 horas, ele veio a desfalecer no interior do NAI e inicialmente funcionários solicitaram uma ambulância do SAMU, porém percebendo que o caso do menor não poderia aguardar os próprios funcionários apanharam um veículo da unidade e rapidamente rumaram para o SMU da Santa Casa, porém ao dar entrada na sala de emergência o médico José Roberto Alvarez constatou que o menino estava morto. Os motivos da morte o médico informou não poderia informar, pois, segundo ele o corpo não apresentava lesões aparentes.

FUNDAÇÃO CASA

 Após a comunicação de óbito do Jhonatan, a direção da Fundação CASA esteve na Santa Casa onde acompanhou todos os procedimentos da direção do NAI e da Polícia Militar que registrou a morte do araraquarense e por volta das 18 horas encaminhou as informações ao 3º Distrito Policial que registrou o caso como "morte suspeita" para apurações do fato. A reportagem acompanhou os primeiros procedimentos tomados por autoridades que trabalham com menores da cidade e com a Polícia Civil que instaurou inquérito policial que deverá apontar o que realmente ocorreu com o adolescente.

FAMILIARES

Já por volta das 18h45, familiares de Jhonatan ao tomarem conhecimento de sua morte em São Carlos entraram em desespero e a mãe do menor Renata Antonia de Castro, esteve no Fórum Criminal de Araraquara para tentar saber o que realmente teria ocorrido com seu filho no interior do NAI em São Carlos. Já por volta das 21h30 seu esposo Antonio Alves, seguiu para Santa Casa de Misericórdia de São Carlos para reconhecer e retirar o corpo do filho que foi transferido ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO) do Hospital Estadual de Américo Brasilense. Apuramos que todo translado e o funeral deverá ser custodiado pelo NAI devido os familiares não ter condições de arcar com as despesas. Tanto a Polícia Civil, quanto a Polícia Militar e a Fundação CASA, além da vara da Infância e Juventude deverão apurar a circunstâncias da morte do adolescente araraquarense. Antonio Alves, ao ser questionado pela reportagem sobre a morte de seu filho disse que o garoto teria sido agredido por policiais militares na cidade de Araraquara.: "meu filho não foi agredido aqui em São Carlos e sim em Araraquara". Ao ser novamente questionado sobre as acusações que seriam graves ele disse que esta seria a mais pura realizada e que boletins de ocorrência podem comprovar a prisão do menino que gozava de boa saúde e exige das autoridades justiça.

A assessoria de imprensa da Fundação CASA foi procurada pela reportagem e divulgou uma nota em que o adolescente também teria dito que havia sido agredido antes de dar entrada no NAI de São Carlos.

NOTA

A Assessoria de Imprensa da Fundação CASA lamenta a morte do jovem (17 anos) que deu entrada na terça-feira (8 de abril), no artigo 175 (atendimento inicial), no Núcleo de Atendimento Integrado (NAI) de São Carlos. O NAI funciona em parceria entre a Fundação CASA e a Prefeitura Municipal de São Carlos.

A Fundação esclarece que, antes de dar entrada no NAI, o adolescente passou por exame de corpo de delito no IML, sendo que não foi constatada nenhuma marca aparente no corpo do jovem, embora o mesmo tenha afirmado que teria apanhado de policiais.

Logo pela manhã desta quarta-feira (9 de abril), o jovem sentiu fortes dores abdominais.

A equipe médica foi acionada e encaminhou o jovem para a Santa Casa da cidade, onde o mesmo veio a óbito.

A Corregedoria Geral da Fundação CASA, por meio de sindicância, investigará o caso. As causas da morte também serão investigadas por meio de inquérito policial. 

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