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segunda, 23 de abril de 2018
Polícia

Ação integrada entre Polícia Federal e PM prende membros da quadrilha de José Pins e evita seqüestro

04 Dez 2007 - 23h11Por Redação São Carlos Agora
Uma ação conjunta entre policiais federais de São Paulo e o serviço reservado da Polícia Militar de São Carlos resultou na prisão de três criminosos. Eles são acusados de aplicar o golpe de venda de máquinas agrícolas. O crime, segundo a Polícia foi planejado de dentro do Centro de Detenção Provisória de Ribeirão Preto, onde estão presos os chefes do bando. Com a ação os policiais conseguiram evitar que um agricultor e seu mecânico, ambos residentes em Rio Claro fossem seqüestrados e levados para um cativeiro. As vítimas foram atraídas para São Carlos após um anúncio da venda de uma pá carregadeira. Esse método e bastante utilizado pela quadrilha comandada por José Pins e seu filho Herieverson Rogério Pins que foram presos este ano por agentes da Polícia Federal.Foram presos na ação, três bandidos de São Carlos, Alex Cristiano Aparecido Staine, 18, Anderson Araújo Leme, 23 e Maximiliano de Almeira, 31. Segundo os policiais, os três são criminosos perigosos, inclusive com várias passagens policiais, entre homicídios, roubo e posse ilegal de armas. Após os trabalhos o trio foi encaminhado para a delegacia da Polícia Federal de Ribeirão Preto. O seqüestro só foi evitado, pois a Polícia Federal vinha monitorando telefones e contatos de José Pins que eram feitos de dentro do CDP de Ribeirão. Ao deixar a cidade o delegado Federal Carlos Eduardo Pellegrino agradeceu o empenho do Serviço de Inteligência da PM local e os demais policiais envolvidos.
O plano– O plano foi descoberto na sexta-feira passada pelos policiais federais. Através das escutas os policiais descobriram que os criminosos haviam combinado via telefone com as vítimas que o encontro seria com o negociador, que oferecia a máquina por R$ 160 mil de forma parcela. Inicialmente o local do encontro seria as margens de um posto de combustível na rodovia Anhanguera na cidade de Porto Ferreira, mas de última hora as vítimas foram orientadas a se dirigirem para São Carlos e se encontrarem em frente a churrascaria Tabajara, próximo ao cemitério.A Prisão– Era meio dia quando diversos policiais federais e militares se posicionaram em alguns pontos estratégicos ao redor da churrascaria e aguardaram a chegada de Jhony Anderson Araújo Leme, que era quem faria o primeiro contato com as vítimas. O acusado não teve tempo de reação e logo foi detido pela força tarefa policial. Os freqüentadores do local e as vítimas em um primeiro momento se assustaram com a movimentação, pois os policiais trajavam roupas comuns, porém armados com metralhadoras e fuzis. Com um dos integrantes da quadrilha preso, a Polícia descobriu que os rio-clarenses seriam levados para frente da Embrapa na estrada vicinal Guilherme Scatena, que liga São Carlos a represa do 29. Para esse local seguiram os policiais que armaram uma campana no meio da mata e outros agentes ficaram no interior do carro do acusado juntamente com as vítimas, aguardando Almeida e Staine. Os dois chegaram a pé, e quando estavam próximo ao veículo foram surpreendidos pelos policiais. Segundo o delegado federal Pellegrine, houve troca de tiros, pois a dupla estava armada com uma pistola semi-automática e um revólver. Ninguém se feriu.O Cativeiro– Com grupo preso a intenção dos policiais era localizar o cativeiro. Os policiais foram informados pelos bandidos que o local seria uma chácara na Represa do 29. Ao chegarem na chácara os policiais encontraram a casa toda aberta. A dona do imóvel declarou que nada sabia sobre o crime e disse ainda que Almeida foi até o local na segunda-feira, acompanhado da esposa e do filho e pagou R$ 220,00 adiantado pelo aluguel do local. Só por volta das 15hs a quadrilha, vítimas e a proprietária da chácara foram levadas até a sede do 38º Batalhão da PM onde foram interrogados pelos policiais federais. Do outro lado da rua estavam os familiares dos acusados que protestavam pela prisão dos parentes. Por volta das 17hs o comboio de viaturas da PF e uma da Força Tática de São Carlos deixou São Carlos com destino a Ribeirão Preto. Segundo os policiais, o trio seria autuado por tentativa de seqüestro, formação de quadrilha e porte ilegal de arma.
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