Seg, 27 de Fevereiro de 2017

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22/12/2016 - 10h56   |   Atualizado em 22/12/2016 - 10h59
(*) Tati Zanon

Artigo Tati Zanon: Lindas festas!

O Natal se aproxima. Que coisa boa! Quem acompanha meus artigos há algum tempo, sabe perfeitamente que essa é a época do ano que mais adoro. Para mim, o Natal pouco mudará (graças a Deus): conseguiremos reunir todos os familiares para comer e beber do bom e do melhor, cantar o "Noite feliz" de mãos dadas e, durante toda a noite, trocar beijos, abraços, presentes e palavras de afeição.

Sinto-me privilegiada por ter a oportunidade de, desde que nasci, ter esse maravilhoso dia, no qual o amor, a solidariedade e, principalmente, a bonança se fazem presentes. Sinto-me triste, também, por saber que são poucos que têm esse mesmo privilégio...

Ao olhar um pouco para trás, fica difícil tirar um saldo positivo do ano que quase chega ao seu final.  Ver que São Carlos não é a única cidade completamente abandonada, mas sim o país inteiro, dá uma sensação de desesperança que nunca tive- tivemos?- antes. Mas ainda há uma luz no fim do túnel.

Não sei quanto a você, querido leitor, mas, todos os dias, eu me deparo com pessoas que me fazem restaurar a fé na humanidade. Tenho amigos, colegas, conhecidos e até estranhos que já cruzaram meu caminho e, pelo simples prazer de ajudar ao próximo, fizeram toda diferença em minha vida.

Sei que é difícil acreditar que ainda há esperanças para a humanidade, quando vemos (e lemos sobre) Renan Calheiros e companhia limitada "botando a maior banca" por aí. Mas quantos de nós já paramos para olhar para o nosso próprio umbigo e perceber que, muitas vezes, temos um pouquinho (ou muito) de Renan em nós mesmos? Essa autocrítica pode ser o primeiro passo para eliminar, de uma vez, de nossas vidas, de nosso país e do mundo inteiro as pessoas más e corruptas pelas quais temos tanto asco.  

Precisamos parar um pouco para pensar sobre nós e, principalmente, sobre nossas atitudes. Quando Mahatma Gandhi disse "seja a mudança que você quer ver no mundo", penso que é exatamente essa reflexão que ele gostaria de incitar em todos nós. Nesse sentido, o "olhar para o próprio umbigo" ganha um novo (e positivo) significado.

A você, meu querido leitor, que me acompanha, que compartilha meus artigos e que traz debates interessantes, sempre complementando de maneira inteligente e sensata minhas reflexões, desejo um santo Natal e um Ano Novo com muita saúde e paz. E que você tenha forças, mas, sobretudo, autocrítica, para rever suas atitudes e começar a fazer parte do time que luta por dias melhores, mais justos e com mais esperança.

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