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sábado, 15 de dezembro de 2018
Qualidade de Vida

Choque Hipovolêmico

11 Out 2018 - 06h59Por (*) Paulo Rogério Gianlorenço
Choque Hipovolêmico -

O choque hipovolêmico, também conhecido como choque hemorrágico, acontece quando se perde cerca de um litro de sangue, o que faz com que o coração deixe de ser capaz de bombear o sangue necessário para todo o corpo, levando a problemas graves em vários órgãos do corpo e colocando a vida em risco. É um conjunto de sintomas provocados por uma diminuição aguda do volume de sangue intravascular a tal nível que não é possível manter a perfusão tissular, ou seja, a quantidade de sangue dentro do sistema vascular é insuficiente para manter um fluxo de sangue adequado ao abastecimento nutricional e de oxigênio das células do nosso corpo.

A diminuição do volume sanguíneo intravascular leva á uma diminuição do retorno venoso ao coração, e conseqüentemente há uma redução da pré-carga, ou seja, há uma diminuição no enchimento passivo de sangue nos ventrículos durante a contração dos átrios do coração, o que leva á uma diminuição do volume ejetado pelo ventrículo esquerdo gerando um débito cardíaco inadequado e insuficiente para oferecer oxigênio e nutrientes para a demanda metabólica de todos os órgãos e tecidos.

O sangue transporta oxigênio e outras substâncias essenciais para os órgãos e tecidos do corpo, quando ocorre um sangramento grave, não há sangue suficiente na circulação e o coração deixa de ser a bomba eficaz que normalmente é. A perda intensa de líquidos torna impossível que o coração bombeie uma quantidade suficiente de sangue para o corpo e, dessa forma, o choque hipovolêmico pode levar à falência de vários órgãos, a pressão arterial cai e isso pode ser fatal.

Qualquer fator que reduz a volemia pode levar ao choque hipovolêmico. São causas desta complicação: Perda de sangue – Hemorragias provocadas por traumas e cirurgias; Perda de plasma – Grandes queimados, Dengue, Sepse, Hipoproteinemia provocada por síndrome nefrótica; Perda de fluídos e eletrólitos – A desidratação provocada por vômitos e diarréia, diabetes mellitus e diabetes insípidos. Feridas ou cortes muito profundos, Acidentes de trânsito, Quedas de grande altura Hemorragia interna, Úlceras ativas, sangrando, Menstruação muito intensa.

Os sintomas do choque hipovolêmico variam com a intensidade da perda de fluidos ou de sangue, todos os sintomas de choque põem a vida em risco e precisam de tratamento médico de emergência. Os sintomas de sangramentos internos podem ser difíceis de reconhecer até que os sintomas do choque apareçam, os sangramentos externos são, obviamente, mais visíveis.

Os sintomas mais leves incluem dor de cabeça, fadiga, náuseas, transpiração intensa e tonturas. Os mais graves incluem pele pálida, fria ou úmida, respiração rápida e superficial, taquicardia, urina escassa ou ausente, confusão mental, fraqueza, pulso fraco, lábios e unhas azuis (cianose), tontura e perda de consciência.

Além dos sinais e sintomas do choque hipovolêmico é importante detectar os sinais e sintomas de hemorragia interna. Esses podem incluir dor abdominal, presença de sangue nas fezes, na urina ou nos vômitos, dor no peito e inchaço abdominal, as crianças muito jovens e os idosos são mais susceptíveis ao choque hipovolêmico.

Em muitos casos, o choque hipovolêmico pode ser fácil de identificar, especialmente se a hemorragia for visível, no entanto, em casos de hemorragia interna, estes sinais podem ser mais difíceis de detectar. Este tipo de choque geralmente é mais freqüente após pancadas muito fortes, como acidentes de trânsito ou quedas de grande altura, mas também pode acontecer durante cirurgias.

 

O choque hipovolêmico é uma situação de emergência que deve ser tratada o mais rápido possível. Assim, se existir suspeita deve-se:

Chamar imediatamente a ajuda médica, ligando para o 192.

Deitar a pessoa e elevar os pés cerca de 30 cm, ou o suficiente para que fiquem acima do nível do coração.

Manter a pessoa quente, utilizando cobertores ou peças de roupa.

Caso exista uma ferida que esteja sangrando, é importante tentar parar a hemorragia utilizando um pano limpo e fazendo pressão sobre o local, para minimizar a perda de sangue e dar mais tempo para que a equipe médica chegue.

As complicações associadas ao choque hipovolêmico podem ser danos a órgãos vitais como os rins ou o cérebro, gangrena dos braços ou pernas e ataque cardíaco. O choque hipovolêmico é uma emergência médica que sempre significa risco de vida e, se progressivo e não tratado, leva inexoravelmente à morte.

A recuperação do choque hipovolêmico depende da condição médica anterior do paciente e do grau do próprio choque. Se houver danos graves a órgãos, pode levar muito mais tempo para recuperar. Nos casos mais severos, os danos nos órgãos podem ser irreversíveis.

A Fisioterapia tem uma ampla base de trabalhos para a recuperação de pacientes que sofreram choque hipovolêmico e as causas que levaram esses pacientes ao choque hipovolêmico, procure um profissional da área para tratamentos e uma recuperação da melhor qualidade possível.

(*) O autor é graduado em Fisioterapia pela Universidade Paulista Crefito-3/243875-f Especialista em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade de São Carlos e Ortopedia. Atua em São Carlos.

Esta coluna é uma peça de opinião e não necessariamente reflete a opinião do São Carlos Agora sobre o assunto.

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