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domingo, 17 de fevereiro de 2019
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Pesquisa em software livre atrai recursos para São Carlos

10 Jun 2011 - 23h04

A Universidade de São Paulo (USP), através de sua Pró-Reitoria de Pesquisa, aprovou uma verba de dois milhões de reais para criação do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Software Livre (NAPSoL). O projeto será coordenado pelos pesquisadores José Carlos Maldonado, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), Fábio Kon e Marcelo Finger, do Instituto de Matemática e Estatística (IME).  

O objetivo do NAPSoL é explorar o potencial das plataformas abertas de software para o desenvolvimento da indústria de Tecnologia da Informação (TI). De acordo com o Prof. Dr. Marcelo Finger, a universidade poderá contribuir com esse processo através da disseminação de conhecimento e informações sobre Software Livre (SL), desenvolvendo pessoal capacitado nas técnicas mais modernas de desenvolvimento de software para a área de SL.   Outro resultado será que programadores de SL treinados em projetos de pesquisa e atividades de ensino da universidade poderão atuar nessa área.

Ainda, de acordo com Finger, o projeto tem o potencial de grande repercussão social, pois uma característica do SL é a inclusão social. Para ele, o SL tem capacidade de mediar as atividades diárias de um crescente número de pessoas na indústria e no governo.   Para o Prof. Dr. José Carlos Maldonado, o NAPSol vai apoiar várias linhas de pesquisa atualmente existentes na USP relacionadas ao SL, com vistas a facilitar a transferência do conhecimento produzido pela pesquisa na forma de software, técnicas, algoritmos e métodos para a Indústria em geral. "Essas linhas de pesquisa abordam principalmente temas relacionados ao desenvolvimento, adoção e produção de SL como parte da pesquisa em outras áreas", explica. "A proposta desse NAP envolve o IME e o ICMC, parceria de sucesso já realizada através do projeto Qualipso (Quality Plataform for Open Source).

Isso irá fortalecer as ações que temos junto com a comunidade internacional. O Qualipso criou entre outras coisas, um ambiente que dá suporte ao desenvolvimento de softwares". Maldonado conclui que o SL no Brasil tem um bom contexto de uso e de disseminação, pois a iniciativa governamental favorece esse cenário.  

O projeto vai ajudar também o desenvolvimento do mercado de produtos de TI, uma vez que o desenvolvimento de SL encoraja a colaboração entre diversas partes e tem um caráter inclusivo, tanto para os desenvolvedores quanto para os usuários.   De acordo com o Prof. Dr. Fábio Kon, a Ciência da Computação vêm sendo apontada como o terceiro pilar a sustentar a pesquisa, juntamente com a teoria e a experimentação.

O modelo de SL se adequa bem a esse cenário, pois facilita a reprodução de experimentos e pode oferecer condições melhores de trabalho para grupos de pesquisa. Além disso, o acesso ao código-fonte se traduz no acesso ao conhecimento científico embutido no software, o que pode permitir sua transferência para a indústria de forma mais simples e eficiente.  

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