Qui, 21 de Setembro de 2017
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14/09/2017 - 03h49   |   Atualizado em 14/09/2017 - 08h19
Marcos Escrivani

Escola Jesuíno de Arruda investe em projetos ambientais; alunos plantam e cuidam de árvores

Formar cidadãos ‘ecologicamente corretos’; Desta forma, 250 estudantes cuidam de estufa e de mudas em área reservada pela escola

Dar bons exemplos e formar cidadãos. A direção da Escola Estadual Jesuíno de Arruda, sob coordenação do professor de Biologia e Ciências, Maurício Ortega, investe em projetos de Educação Ambiental.

Atuando há 37 anos na instituição de ensino, ele idealizou um programa que reúne hoje 250 alunos do período da tarde, com idade entre 11 e 15 anos.

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O projeto ganhou uma dimensão inusitada, que a direção da escola cedeu um espaço então ocioso, onde foi feita uma estufa e um local onde são plantadas sementes que germinaram e serão doadas.

Os alunos iniciaram o plantio das árvores, de médio e grande porte, no interior da escola, onde eles regam e cuidam para que floresçam. "Já foram plantadas mudas de Ipê Amarelo (árvore símbolo do Brasil), Guapuruvu, Pau-Ferro, Oiti, entre outras. Além de árvores frutíferas, como romã e acerola. Acredito que já foram plantadas aproximadamente 60 mudas", disse Ortega.

PROJETO AMBICIOSO

Hoje, no espaço reservado para que os alunos cuidem das mudas, há um pequeno viveiro que será ampliado. No mesmo espaço, foram colocados mesas e cadeiras de concreto, onde há aulas voltadas para as questões ambientais.

"Temos um projeto ambicioso. Queremos aumentar o tamanho do viveiro e produzir muitas mudas. Disseminar a ideia e levar as plantas para que sejam cultivadas em casas, praças, chácaras. Inicialmente serão doadas para os alunos interessados. Posteriormente, aberto a toda comunidade. Nossa meta é produzir este ano pelo menos umas 700 mudas", comentou. "Hoje, nossas praças estão abandonadas, não há ambientes arborizados. São Carlos necessita de árvores", ponderou o professor. "Árvores são sinônimos de sombra, oxigênio, interfere na temperatura global. Queremos alunos ecologicamente corretos e que tome gosto em cuidar corretamente do planeta", disse Ortega. "É necessário que tenhamos alunos conscientes, preocupados com o mundo. Cidadãos socialmente educados e corretos", emendou.

GAROTAS SUPER-PODEROSAS

Educadas, simpáticas, inteligentes e preocupadas. Com opiniões formadas, Ágata Lakshmi Trebi, Naomi Costa, Júlia Barili e Alyssa Ordonho foram as porta-vozes do 9º C. Coincidentemente, todas com 14 anos.

Falaram com o São Carlos Agora em nome da classe, onde mostraram a preocupação com o projeto ambiental e deixaram transparecer responsabilidades e metas futuras.

"Temos muitos pensamentos, assuntos que nos interessam. Expressamos o que sentimos e nossas mentes são abertas para expor e debater qualquer tema", disse o quarteto.

As garotas garantiram que o projeto ambiental encampado pelo Jesuíno de Arruda é um incentivo para todos os alunos e proporciona uma interação entre os envolvidos. "Não importa a classe. Este projeto envolve toda a escola, onde todos têm a responsabilidade de cuidar das árvores. Assim, é uma forma de intercâmbio entre a direção, professores, funcionários e alunos", afirmaram.

"É uma grande aprendizagem para todos que estão aqui e vivem o dia a dia da escola. Nos unimos nesta proposta e adquirimos conhecimento ambiental. Quem sabe, isso servirá para que alguns de nós seguimos carreira neste ramo educacional", anteciparam as meninas.

Como último recado, Ágata, Naomi, Júlia e Alyssa deixaram um recado para que o Jesuíno de Arruda fosse olhado com carinho pela comunidade são-carlense.

"Aqui tem excelentes alunos e ótimos projetos. Estamos aqui para aprender e para nós, o Jesuíno de Arruda é uma família e queremos mostrar para São Carlos que muita coisa boa é feita para educar todos os jovens", finalizaram as estudantes.

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