Dom, 19 de Novembro de 2017
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12/09/2017 - 10h21   |   Atualizado em 12/09/2017 - 12h27
Redação

Suzantur não recebe repasse desde janeiro e funcionários podem paralisar atividades

Empresa teria feito empréstimo bancário para pagar o salário dos 460 trabalhadores que estão descontentes e inseguros.

Após a conturbada saída da Athenas Paulista, no segundo semestre de 2016, que deixou de ser a concessionária do transporte coletivo urbano em São Carlos, outra polêmica foi deflagrada no início desta semana: o diretor presidente da Suzantur, responsável pelo transporte coletivo, relevou que a empresa não recebe repasses municipais (subsídios) desde janeiro e a dívida acumulada chega a R$ 5,6 milhões.

Com isso, os salários dos funcionários estão ameaçados e em contato com o advogado do Sindicato dos Empregados em Transportes Urbanos e Rodoviários, Amador Perez Bandeira, não está descartada uma greve dos trabalhadores em outubro.

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"Eles estão descontentes e inseguros, pois há a iminência da empresa não continuar em São Carlos. Quando um trabalhador entra em férias, está sendo suspenso o pagamento do ticket alimentação. Sem contar que a empresa não recolhe o INSS há três meses", disse Bandeira.

Em entrevista ao São Carlos Agora, Bandeira revelou ainda que a Suzantur teria feito um empréstimo bancário para saldar os compromissos trabalhistas neste mês e pagar os salários dos trabalhadores.

"Não sei à quem interessa esta situação", alfinetou Bandeira. "Seria muito prático fazer uma novo contrato emergencial e assinar um novo compromisso. Até que seja concluída a licitação", emendou. "Do jeito que está, os prejudicados são os trabalhadores e posteriormente a população", concluiu.

SEM SUBSÍDIO

Em entrevista à Rádio POP, Blogliato informou que a Suzantur iniciou as atividades em São Carlos em agosto de 2016 e que o contrato encerrou no dia 27 de janeiro. Desde então, afirmou, a empresa trabalha sem contrato e de forma precária, sem subsídio. Ele alega que sem o repasse não há como operar em São Carlos.

NOTA DA PREFEITURA MUNICIPAL

Em nota a Prefeitura Municipal informou que o Ministério Público Estadual considera irregular e sem efeitos a contratação da empresa Suzantur, concessionária que opera o sistema de transporte coletivo em São Carlos desde agosto de 2016. O MP pede a nulidade integral da contratação por certame licitatório emergencial, ao entender que o processo foi irregular, direcionado e tipicamente fraudulento. Pede ainda, o ressarcimento (devolução) aos cofres públicos dos valores pagos e o não pagamento a qualquer tempo, a título de subsídios ao transporte coletivo e as condenações do ex-prefeito Paulo Roberto Altomani, do ex-secretário de Transporte e Trânsito Márcio Marino e dirigentes da empresa Suzantur, sendo que a última citação ocorreu no dia 25 de junho, cabendo defesa dos citados. A Ação Civil Pública é movida pelo promotor Sérgio Piovesan, ajuizada em 16 de maio de 2017, em tramitação na Vara da Fazenda Pública de São Carlos. O Ministério Público Estadual citou a atual gestão para conhecimento da Ação e pediu ao juízo determinar a suspensão dos pagamentos de subsídios. Alertou que a Lei 17182/2016 que instituiu os subsídios é ilegal.

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