Sexta-feira, 25 de Abril de 2014

21/09/2012 - 13h39   |   Atualizado em 21/09/2012 - 13h41

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Projeto Rondon conta com participação de professores e alunos da USP São Carlos

A cidade de Pequizeiro, em Tocantins, recebeu no último mês de julho uma equipe da USP de São Carlos que participou do Projeto Rondon - Operação Capim Dourado 2012. O município localiza-se na região oeste do Estado, a 274 km da capital Palmas, próximo à divisa com o Pará, e possui uma população de aproximadamente 5 mil habitantes, de acordo com o IBGE.

A equipe coordenada pelo Prof. Dr. Márcio Eduardo Delamaro, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), e pela Profa. Dra. Ana Maria de Guzzi Plepis, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC), foi formada por oito alunos de diversos cursos do campus de São Carlos. "Pegamos o avião em Campinas e fomos até Palmas, onde ficamos no 22º Batalhão de Infantaria do Exército. Ficamos dois dias lá, onde houve a abertura do projeto, e depois seguimos de ônibus até Pequizeiro", explicou Delamaro.

A aluna Yara Hernandes, que cursa Engenharia Civil, explicou que o avião que transportou o grupo até Palmas era composto quase exclusivamente de "rondonistas". No aeroporto, o grupo foi recepcionado pelo Coronel José Paulo da Cunha Victório, um dos coordenadores do projeto. "Do aeroporto de Palmas seguimos de ônibus até o Batalhão do exército. A estrutura deles é muito boa, as refeições são servidas sempre no horário determinado e contamos com todo apoio necessário", afirmou a estudante.

A Operação Capim Dourado foi realizada em 15 cidades de Tocantins, e o grupo da USP ficou em Pequizeiro por 14 dias, onde realizaram atividades de diversas áreas. O Ministério da Defesa dividiu os trabalhos em dois grupos: o Grupo A realizou atividades relativas à educação, saúde e direito, enquanto o Grupo B foi responsável pelas áreas de comunicação, tecnologia, produção, trabalho e meio ambiente. "Realizamos oficinas de produção de sabão a partir de óleo de cozinha, construção de fossas sépticas, tratamento de água com cloro, construção de poços e de hortas comunitárias", disse o professor Delamaro.

O ICMC também participou do projeto com atividades relacionadas à computação, por meio de oficinas de informática em nível básico e avançado, sendo que cada módulo foi composto por quatro oficinas com duas horas de duração cada. "No curso básico oferecemos conhecimentos gerais de computador, como navegação na internet, Google Maps e o editor de texto do Linux. Na oficina avançada de informática, os voluntários do ICMC ensinaram a fazer apresentações em Power Point e a usar o aplicativo Excel. Nosso público-alvo eram alunos do ensino médio e fundamental, e os ensinamos a fazer resumos e montar apresentações e apresentar aos demais alunos, como se fosse um trabalho escolar", esclareceu Delamaro.

Sobre as atividades culturais desenvolvidas, foram apresentados filmes infantis com o intuito de levar um pouco de diversão à população local. "Outra atividade que a população gostou muito foi o Cine Rondon, onde apresentamos filmes infantis com mensagens informativas no final. Durante cada sessão houve a distribuição de pipoca para os presentes. Foi uma forma de levar um pouco de entretenimento, pois percebemos que a população era carente de lazer", explicou Débora Helal, aluna do curso de Engenharia de Produção.

Os participantes destacaram a receptividade do Exército, além da importância de se participar do Projeto Rondon e da possibilidade de se conhecer as múltiplas faces do Brasil. "Nosso país é muito grande e no Estado de São Paulo vivemos uma realidade diferente do restante do país. Infelizmente só se pode participar do Projeto Rondon uma vez, mas é uma experiência única. O legal é que conhecemos pessoas de todos os cantos do país, somente assim temos ideia do tamanho que é o Brasil", destacou Raphael Geanfrancesco, aluno do curso de Engenharia de Computação.

O Projeto Rondon

O Projeto Rondon foi criado em 1967 e é coordenado pelo Ministério da Defesa. Envolve integração social e a participação voluntária de estudantes universitários na busca de soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável de comunidades carentes e ampliem o bem-estar da população. O lema do Projeto Rondon é "integrar para não entregar".

Conhecido como Marechal Rondon, Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu em Mimoso, no estado do Mato Grosso, no dia 5 de maio de 1865. Aos 16 anos ingressou na carreira militar, teve um papel ativo no movimento pela proclamação da República.  Em 1955, o Congresso Nacional conferiu-lhe a patente de Marechal. E no ano seguinte, o então estado de Guaporé, passou a ser chamado de Rondônia em homenagem ao seu desbravador.

Mais informações no site oficial do projeto:
http://projetorondon.pagina-oficial.com/portal/

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6 Comentários

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Enviado por Para Andreia - às 18h48 do dia 21/09/2012

Exatamente, Andréia. Dá mais visualizações colocar más notícias. Muitos alunos deram (e dão) muito suor pra estar na USP. Mas muitos fecham os olhos para isso, acusando sem saber.

Na matéria da aluna que levou um soco no rosto ao ser assaltada no Cidade Jardim, nessa semana, ninguém disse que ela é estudante de pós-graduação e que estava trabalhando no laboratório até aquela hora, para ter uma tese ao fim do prazo e justificar a bolsa de estudos que ela conseguiu. Mas falar isso não rende cliques nem comentários. É só ver a qtd de comentários naquela matéria, a maioria desancando a estudante, e nesta matéria.

Enviado por Andreia - às 18h23 do dia 21/09/2012

tem gente tão amargurada que não consegue ver os belos trabalhos desenvolvidos por estudantes (de todos os níveis de ensino).

Falar que é a maioria é "maconheira" é atestar a falta de contato e conhecimento de qualquer estudante universitario, que participam não somente destes projetos, como também auxiliam o Cantinho Fraterno (com idosos abandonados pelos próprios filhos saocarlenses), além de terem realizado a reforma de um centro comunitário no Antenor Garcia e que ministram aulas gratuitas em cursinhos populares da cidade.

Diversos estudantes desenvolvem projetos sociais, mas esses dificilmente são divulgados, pq dá mais ibope (ou melhor, cliques) falar que é tudo "um bando de filhinho de papai maconheiro".

Enviado por Andreia - às 18h22 do dia 21/09/2012

tem gente tão amargurada que não consegue ver os belos trabalhos desenvolvidos por estudantes (de todos os níveis de ensino).

Falar que é a maioria é "maconheira" é atestar a falta de contato e conhecimento de qualquer estudante universitario, que participam não somente destes projetos, como também auxiliam o Cantinho Fraterno (com idosos abandonados pelos próprios filhos saocarlenses), além de terem realizado a reforma de um centro comunitário no Antenor Garcia e que ministram aulas gratuitas em cursinhos populares da cidade.

Diversos estudantes desenvolvem projetos sociais, mas esses dificilmente são divulgados, pq dá mais ibope (ou melhor, cliques) falar que é tudo "um bando de filhinho de papai maconheiro".

Enviado por Chico - às 14h46 do dia 21/09/2012

Sou um dos piores, sim. Inclusive, vou trabalhar o fim de semana todo para aumentar os meus 8 artigos publicados em revistas internacionais e mais de 20 resumos e apresentações em congressos nacionais e internacionais.

Enviado por Para Chico - às 14h05 do dia 21/09/2012

todos não, mas a maioria é viu Chico, inclusive vc deve ser um dos piores!!!

mas tudo culpa do Tusca, se acabar o Tusca, acaba isso!

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