Quarta-feira, 30 de Julho de 2014

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21/09/2012 - 13h39   |   Atualizado em 21/09/2012 - 13h41

Projeto Rondon conta com participação de professores e alunos da USP São Carlos

A cidade de Pequizeiro, em Tocantins, recebeu no último mês de julho uma equipe da USP de São Carlos que participou do Projeto Rondon - Operação Capim Dourado 2012. O município localiza-se na região oeste do Estado, a 274 km da capital Palmas, próximo à divisa com o Pará, e possui uma população de aproximadamente 5 mil habitantes, de acordo com o IBGE.

A equipe coordenada pelo Prof. Dr. Márcio Eduardo Delamaro, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), e pela Profa. Dra. Ana Maria de Guzzi Plepis, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC), foi formada por oito alunos de diversos cursos do campus de São Carlos. "Pegamos o avião em Campinas e fomos até Palmas, onde ficamos no 22º Batalhão de Infantaria do Exército. Ficamos dois dias lá, onde houve a abertura do projeto, e depois seguimos de ônibus até Pequizeiro", explicou Delamaro.

A aluna Yara Hernandes, que cursa Engenharia Civil, explicou que o avião que transportou o grupo até Palmas era composto quase exclusivamente de "rondonistas". No aeroporto, o grupo foi recepcionado pelo Coronel José Paulo da Cunha Victório, um dos coordenadores do projeto. "Do aeroporto de Palmas seguimos de ônibus até o Batalhão do exército. A estrutura deles é muito boa, as refeições são servidas sempre no horário determinado e contamos com todo apoio necessário", afirmou a estudante.

A Operação Capim Dourado foi realizada em 15 cidades de Tocantins, e o grupo da USP ficou em Pequizeiro por 14 dias, onde realizaram atividades de diversas áreas. O Ministério da Defesa dividiu os trabalhos em dois grupos: o Grupo A realizou atividades relativas à educação, saúde e direito, enquanto o Grupo B foi responsável pelas áreas de comunicação, tecnologia, produção, trabalho e meio ambiente. "Realizamos oficinas de produção de sabão a partir de óleo de cozinha, construção de fossas sépticas, tratamento de água com cloro, construção de poços e de hortas comunitárias", disse o professor Delamaro.

O ICMC também participou do projeto com atividades relacionadas à computação, por meio de oficinas de informática em nível básico e avançado, sendo que cada módulo foi composto por quatro oficinas com duas horas de duração cada. "No curso básico oferecemos conhecimentos gerais de computador, como navegação na internet, Google Maps e o editor de texto do Linux. Na oficina avançada de informática, os voluntários do ICMC ensinaram a fazer apresentações em Power Point e a usar o aplicativo Excel. Nosso público-alvo eram alunos do ensino médio e fundamental, e os ensinamos a fazer resumos e montar apresentações e apresentar aos demais alunos, como se fosse um trabalho escolar", esclareceu Delamaro.

Sobre as atividades culturais desenvolvidas, foram apresentados filmes infantis com o intuito de levar um pouco de diversão à população local. "Outra atividade que a população gostou muito foi o Cine Rondon, onde apresentamos filmes infantis com mensagens informativas no final. Durante cada sessão houve a distribuição de pipoca para os presentes. Foi uma forma de levar um pouco de entretenimento, pois percebemos que a população era carente de lazer", explicou Débora Helal, aluna do curso de Engenharia de Produção.

Os participantes destacaram a receptividade do Exército, além da importância de se participar do Projeto Rondon e da possibilidade de se conhecer as múltiplas faces do Brasil. "Nosso país é muito grande e no Estado de São Paulo vivemos uma realidade diferente do restante do país. Infelizmente só se pode participar do Projeto Rondon uma vez, mas é uma experiência única. O legal é que conhecemos pessoas de todos os cantos do país, somente assim temos ideia do tamanho que é o Brasil", destacou Raphael Geanfrancesco, aluno do curso de Engenharia de Computação.

O Projeto Rondon

O Projeto Rondon foi criado em 1967 e é coordenado pelo Ministério da Defesa. Envolve integração social e a participação voluntária de estudantes universitários na busca de soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável de comunidades carentes e ampliem o bem-estar da população. O lema do Projeto Rondon é "integrar para não entregar".

Conhecido como Marechal Rondon, Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu em Mimoso, no estado do Mato Grosso, no dia 5 de maio de 1865. Aos 16 anos ingressou na carreira militar, teve um papel ativo no movimento pela proclamação da República.  Em 1955, o Congresso Nacional conferiu-lhe a patente de Marechal. E no ano seguinte, o então estado de Guaporé, passou a ser chamado de Rondônia em homenagem ao seu desbravador.

Mais informações no site oficial do projeto:
http://projetorondon.pagina-oficial.com/portal/

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